A carne num regime alimentar saudável

A carne num regime alimentar saudável

Hoje, dia 7 de Abril, celebra-se o Dia Mundial da Saúde, que pretende sensibilizar a população acerca de assuntos-chave relacionados com o bem-estar físico e mental.

Como sabemos, a nossa saúde é condicionada pelo nosso tipo de alimentação. É por isso que a Carnalentejana aposta na produção de carne de qualidade, 100% saudável e natural, em simbiose perfeita com a natureza, com total transparência para com o consumidor.

Enquanto agricultores e criadores, acreditamos numa produção responsável. A nossa acção reflecte-se nas características naturais dos campos e na saúde das pessoas. Para apostar na qualidade da nossa alimentação, investimos num regime de produção extensivo. Os nossos bovinos alimentam-se do que a terra tem para lhes dar, ao ritmo das estações do ano, como já descrevemos num artigo anterior.

O nosso compromisso é, acima de tudo, para com o consumidor e a nossa missão é manter os métodos tradicionais de criação de gado bovino alentejano, numa região que já conquistou a marca de Denominação de Origem Protegida.

São muitos os benefícios da carne bovina para a nossa saúde. Para desmistificar algumas crenças que surgem, pedimos ajuda a um reconhecido médico, o Prof. Dr. José Roquette, actual Director do Hospital da Luz, que considera que a famosa frase “Somos o que comemos” tem uma razão de ser.

“É através da alimentação que introduzimos no organismo os nutrientes essenciais à vida. É do conhecimento de todos que a desvirtuação dos modos alimentares ou a fome alteram profundamente as nossas capacidades e conduzem quando mantidas a uma diminuição do tempo de vida e sobretudo duma vida com qualidade.”

O Prof. Dr. José Roquette considera que uma alimentação cuidada se caracteriza por uma distribuição igualitária de alimentos, “sem predomínio de nenhum dos constituintes mais habituais – proteínas, hidratos de carbono ou gorduras”, em intervalos de tempo regulares e “preferência com produtos frescos”.

José Roquette faz ainda uma distinção entre animais alimentados de forma natural e animais produzidos em regime intensivo, onde o espaço disponível, como todos sabemos, é muito limitado e reduzido. Os muitos mitos em torno da carne de vaca baseiam-se, essencialmente, em carne proveniente de animais que são alimentados de forma incorrecta (cuja alimentação inclui antibióticos) e que são engordados com recurso a substâncias químicas (promotores de crescimento / hormonas). Para além de se criarem animais doentes, a sua carne torna-se também responsável pelo aparecimento de doenças nos humanos, cujo tratamento pode ser substancialmente mais complexo dada as resistências cruzadas criadas ou das hiper infecções delas resultantes”.

É importante também distinguir as implicações das carnes processadas (carnes brancas ou vermelhas, transformadas através de processos como a salga, cura, fermentação e fumo) e não processadas. A incidência de cancro colo-tectal nos consumidores de carne processada é substancialmente superior à dos consumidores de carne não processada. Especialistas concluíram que cada porção de 50 gramas de carne processada consumida diariamente aumenta em 18%  o risco de cancro colo-rectal.”

Nutricionalmente abundante em proteínas, José Roquette considera ainda que a carne de vaca é essencial para uma alimentação adequada e para um desenvolvimento muscular correto”.

De um modo geral, é importante que o consumidor de carnes (brancas ou vermelhas) tenha em consideração a origem daquilo que está a comprar. As condições em que vivem os animais e a sua alimentação são determinantes para a qualidade do produto final. Segundo José Roquette, “convém realçar que a qualidade dos animais alimentados com produtos naturais e em regime de extensivo (como os da Carnalentejana) não são portadores de doenças”.

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